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Configurando o programa de temperatura de sua incubadora

O programa padrão de temperatura OvoScan™ da Petersime, oferece um ponto de partida “seguro” para a incubação em geral. Ele obtém bons resultados de eclosão com um alto padrão de qualidade dos pintinhos. Entretanto, ele não é o perfil ótimo para todos os tipos de lotes, de idades das matrizes, do tempo de armazenamento e muitos outros fatores que podem afetar o desenvolvimento embrionário, crescimento e qualidade geral dos pintinhos. A configuração do perfil ótimo de temperatura para seu incubatório somente pode ser feita com análises específicas de dados do local combinadas com a perícia do Gerente de Incubação/Especialista em Incubação da empresa. Entretanto, existem alguns princípios básicos que devem ser sempre considerados.

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Por Roger Banwell, Gerente de Desenvolvimento de Incubatório

Tamanho do ovo

O tamanho do ovo tem influência no comportamento da incubação. Isto acontece porque a eficiência da troca de calor depende da superfície do ovo, pois o calor somente pode ser trocado na superfície de contato entre a casca e o ar circundante. Em um ovo pequeno a relação entre a superfície e o volume é relativamente maior do que a relação em um ovo de maior tamanho, portanto ovos pequenos perderão peso mais facilmente.

A relação entre a superfície e o volume de um ovo se torna mais significativa durante o aquecimento inicial do ovo e no pico da produção de calor. 

Durante o aquecimento:

Durante o período inicial de 12 a 24 horas, a totalidade do corpo fluido contido dentro do ovo precisa ser totalmente aquecida até a temperatura de incubação. Para obter isso, a temperatura do ar é programada a um nível ligeiramente mais alto nesse período. Tipicamente, ovos menores requerem temperaturas mais baixas e/ou um período mais curto de aquecimento do que ovos maiores.

No pico de produção de calor (dias 16 a 18):

Um ovo grande tem relativamente menor área superficial do que um ovo pequeno para dissipar a produção de calor embrionário. Portanto, no pico da produção podem ocorrer danos por causa do calor. Por outro lado, ovos pequenos correm o risco de serem resfriados em excesso, causando problemas significativos na qualidade dos pintinhos. 

Portanto, a temperatura final média da casca durante o pico de produção de calor é frequentemente programada para ficar ligeiramente abaixo de 100.0°F para lotes de ovos de aves mais velhas, de ovos maiores. Para lotes de ovos de aves jovens, com ovos menores, ela pode ser programada para uma temperatura maior do que 100,0°F. 

Fertilidade

A fertilidade precisa sempre ser considerada durante a fase de pico de produção de calor. Se a fertilidade é baixa, ovos pequenos podem ter resfriamento em excesso, ao mesmo tempo em que o risco de danos pelo calor diminui em ovos maiores.

Armazenamento de ovos

Um longo período de armazenamento dos ovos aumenta o tempo total de incubação, e esses ovos são freqüentemente incubados mais cedo para obter o tempo requerido na retirada. Como conseqüência, o ponto de pico de produção de calor difere entre ovos armazenados por períodos curtos e períodos longos. Isso não exige nenhuma modificação na configuração do programa quando se usa o sistema OvoScan™.

Entretanto as condições ótimas de temperatura não poderão ser atingidas com uma ampla mistura de tempos de armazenagem dentro de uma mesma incubadora de estágio único. Se não puderem ser evitadas as pequenas variações no tempo de armazenagem dos ovos, é altamente recomendado levar em conta os princípios de “carregamento balanceado da incubadora”.

Tipo de lote

Lotes diferentes têm tipos diferentes de perfis de produção de calor: a quantidade e o momento da produção de calor diferem de lote para lote. Com o sistema em tempo real OvoScan™, não há necessidade de ajustar os pontos de temperatura de acordo com o lote.

Assim como acontece com o tempo de armazenamento dos ovos, não é recomendável misturar ovos de tipos de lotes diferentes na mesma incubadora de estágio único. Se isso for inevitável, a mesma abordagem de carregamento balanceado é fortemente recomendada. Neste caso, garanta que os limites mín/máx do programa de temperatura incorpore os diferentes perfis de produção de calor criados pelas diferentes genéticas.

O nascedouro

A mesma regra prática se aplica ao perfil de temperatura do nascedouro.Além disso, deve ser levado em conta o efeito da transferência antecipada/tardia (consulte o artigo: “Entendendo o nascimento”) e a transição térmica entre as duas máquinas.

Conclusão

A partir da recomendação acima, você pode otimizar ainda mais seus programas de temperatura com sessões rápidas de quebra de ovos e avaliação da qualidade dos pintinhos. Assim como com todos os aspectos de desempenho de um ótimo desempenho de incubação, a aquisição e análise de dados confiáveis são essenciais e podem fazer a diferença entre o lucro e o prejuízo.