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Escolhendo a temperatura ambiente correta no nascedouro após a transferência

Em artigos anteriores, como "Compreender a Eclosão do Ovo" e "Manusear com cuidado: transferência de ovos", discutimos o processo de incubação e os efeitos do choque físico durante a transferência entre a incubadora e o nascedouro. Contudo, há um outro fator que desempenha um papel importante em termos de eclodibilidade e qualidade dos pintinhos: a transição térmica entre a incubadora e o nascedouro.

Por Roger Banwell, Gerente de Desenvolvimento de Incubatório

Neste artigo, explicaremos como você pode escolher a correta temperatura inicial no nascedouro. Duas coisas devem ser evitadas neste processo: danos causados por calor e choque térmico. Estes podem ter um efeito dramático no momento da eclosão e na qualidade dos pintinhos. Choques térmicos provocam problemas de retração vascular e do saco vitelino, causando problemas de qualidade dos umbigos e da plumagem. Ao transferir antes do 18º dia, podem também causar muitos problemas posicionais.

Produção de calor embrionário durante a transferência 

O gráfico acima mostra a curva de produção de calor dos embriões na incubadora. Mostra uma fase de platô entre os dias 16 e 19 (antes da bicagem externa e do nascimento). Se você observar de perto, contudo, há na verdade, uma pequena queda na produção de calor: neste caso, aos 17 dias e 19 horas. O OvoScan™ detecta esta queda e aumenta ligeiramente a temperatura do ar nesse ponto, a fim de manter uma temperatura de casca de ovo a 100ºF. Isto pode ser visto no arquivo de histórico do OvoScan™ abaixo:

Esta queda na produção de calor é a razão pela qual você precisa adaptar a temperatura do seu nascedouro de acordo com o momento da transferência. Por exemplo, em alguns incubatórios, os ovos são transferidos tanto no dia 17 como no dia 18 por razões logísticas. Uma transferência no dia 17 vai exigir temperaturas mais baixas no nascedouro do que a transferência no dia 18, após a queda de produção de calor.

Neste caso, ao transferir no dia 18, os ovos de uma incubadora controlada pelo OvoScan™ que estiver mantendo uma temperatura de casca a 100,0ºF para um nascedouro1, é aconselhável ajustar a temperatura no nascedouro de 98,2ºF a 98,5ºF, a fim de manter uma transição suave. Ao transferir no dia 17, a temperatura deve ser menor.

Se o atual processo de transferência for o mais curto possível e ocorrer em condições razoavelmente quentes e os choques físicos forem evitados, as breves variações de temperatura serão limitadas ou não terão efeito. 

Sistemas sem OvoScan™

Para os gestores de incubatórios sem o sistema OvoScan™ ou utilizando uma incubação de estágio múltiplo, a tarefa torna-se muito mais difícil. O gráfico abaixo é um registro de dados de temperatura de um ovo em um sistema de estágio múltiplo. 

Nesta situação, a temperatura chega a quase 103°F no momento da transferência. Embora este exemplo seja extremo, as temperaturas excedem regularmente 101,5ºF em um sistema de estágio múltiplo. Em incubatórios de estágio único, níveis de temperaturas semelhantes podem ser criados devido à variações de fertilidade.

A transferência de uma máquina desse tipo para um nascedouro a 98,2ºF - 98,5ºF causaria um choque térmico, provocando uma janela de eclosão muito ampla com uma qualidade de pintinhos menor que a ideal. A melhor idéia é criar uma transição gradual para temperaturas mais baixas durante um período mais longo de tempo. 

Fatores adicionais

Selecionar a temperatura correta do nascedouro após a transferência nem sempre é fácil, pois há muitos fatores adicionais que têm um efeito:

  • Temperatura e velocidade do ar no nascedouro. Neste artigo, nós supomos um nascedouro de 4 carrinhos, embora o nascedouro de 8 carrinhos tenha uma velocidade de ar diferente e, conseqüentemente, temperaturas de ar mais baixas.
  • O sistema Synchro-Hatch™ usa um sistema de controle da velocidade do ventilador que requer temperaturas do ar ainda mais baixas.
  • As variações em fertilidade, idade do lote /tamanho do ovo e tempo de armazenamento afetam o tempo da queda na produção de calor durante a fase de platô. 

14 carrinhos, não controlados pelo Synchro-Hatch™