Escolha seu idioma

Incubação por medições manuais da temperatura da casca do ovo

A temperatura é o parâmetro mais importante da incubação e deixar que a temperatura da casca do ovo determine a temperatura do ar durante a incubação é sem dúvida um excelente método de operação. Nos incubatórios que operam com máquinas da linha S, o OvoScan™ da Petersime realiza automaticamente e com precisão as medições, adaptações e cálculos que são necessários para a  temperatura da casca do ovo, sem abrir as portas da incubadora. Se o OvoScan™ não for uma opção em seu incubatório, você pode, como alternativa, medir manualmente as temperaturas da casca do ovo. Saiba como fazer isso com resultados ótimos e danos mínimos aos embriões. 

por Roger Banwell, Gerente de Desenvolvimento do Incubatório

Medições automáticas da temperatura da casca do ovo com o OvoScan™

Para incubatórios equipados com incubadoras da linha S da Petersime, o sistema OvoScan™ é a solução ideal. Ele opera em tempo real por todo o ciclo de incubação, coletando constantemente as amostras e reagindo em passos de 0,1ºF para manter precisamente a temperatura desejada na casca.

O OvoScan™ consiste em um conjunto de unidades de varredura infravermelha da casca do ovo e um controlador inteligente que contém os algoritmos OvoScan™. Geralmente, três unidades de varredura da casca do ovo são instaladas em uma incubadora. Estão posicionadas em três locais diferentes num carrinho a fim de fornecer uma ampla amostragem de leitura.Cada scanner da casca do ovo usa sensores infravermelhos para capturar a temperatura exata das cascas em quatro posições adjacentes. Os feixes do sensor infravermelho são focalizados para assegurar que as medições de temperatura não sejam influenciadas pela célula de ar interna do ovo. Essa tecnologia permite que o OvoScan™ tire leituras exatas de temperatura independentemente do tamanho do ovo. Além disso, os algoritmos implementados no controlador tomam em conta os limites de temperatura esperados e compensarão os ovos inférteis, se presentes. Isso garante medições sem erro em todas as circunstâncias.

Medições manuais da temperatura da casca do ovo

O potencial de operação com medições de temperatura da casca do ovo agora foi aceito na indústria e os incubatórios que não possuem a linha S estão usando cada vez mais os termômetros infravermelhos de mão em uma tentativa de replicar o sistema OvoScan™.

Embora essas medições manuais de temperatura de casca do ovo nunca possam ser feitas com a mesma precisão e facilidade de utilização que as feitas com o OvoScan™, essa é uma alternativa aceitável se for feita de uma maneira controlada e com equipamento de precisão. Abaixo, listamos alguns prós e contras para a incubação com medições manuais de temperatura da casca do ovo.

Condições da incubadora

A incubadora deve ser carregada de uma maneira balanceada (consulte o artigo Carregamento balanceado da incubadora). Uma mistura extrema de lotes, idades, tempos de armazenamento, etc. tornará virtualmente impossível identificar uma condição ambiental média que satisfaça todos os ovos.

Equipamento de medição

Use apenas termômetros infravermelhos adequados com boa manutenção e regularmente verificados. Existem vários termômetros infravermelhos no mercado atualmente, mas poucos são adequados para esse procedimento. Até mesmo os termômetros médicos não são adequados para as condições ambientais da incubadora e não estão calibrados para a emissividade da superfície de um ovo.

Pontos de amostragem

Não é ideal abrir constantemente a porta de uma incubadora ou deixar a porta aberta por longos períodos de tempo. No entanto, curtas verificações momentâneas em períodos críticos ocasionais não terão um efeito negativo. Com isso em mente, é importante identificar os pontos de amostragem (tanto em termos de bandejas como em termos de carrinhos) que representam as condições médias e são fáceis de serem acessados. Escolha os pontos de amostragem no alto, meio e em baixo e anote as leituras altas, médias e baixas.

Sempre assegure-se de que o seu ponto de medição esteja no equador do ovo, porque as leituras na célula de ar ou na base do ovo poderão conduzir a erros.

Quando tomar as amostras

O principal objetivo das leituras é evitar que as temperaturas se tornem perigosamente altas, mas sem abrir constantemente a porta da incubadora para tirar leituras excessivamente frequentes. Os tempos de amostragem devem ocorrer em estágios críticos durante o ciclo de incubação. Considerando que o período do crescimento embrionário (9 a 18 dias) é mais crítico do que o período de desenvolvimento do embrião (0 a 9 dias), a rotina sugerida seria 3, 6, 9 e 11 dias e diariamente a partir deste ponto até a transferência.

Duração da amostragem

Certifique-se de que a duração da sua amostragem seja a mais curta possível. A fim de tomar as leituras, os carrinhos deverão estar na posição horizontal e as portas abertas; além disso, na maioria dos casos, o ventilador de circulação de ar vai parar. Abaixo é mostrado o registro do efeito sobre quatro ovos distribuídos em uma bandeja no ponto médio de um carrinho após 15 dias e 18 horas de incubação.

O gráfico mostra como o posicionamento horizontal dos carrinhos amplia a largura de banda da temperatura para quase 0,5 ⁰F. Abrir a porta e parar o ventilador conduz a largura da banda para além de 1,0 ⁰F, com alguns ovos se aproximando a 101,0 ⁰F. Os ovos neste exemplo não estão no pico de produção de calor e, portanto, esse não pode ser considerado o pior cenário possível.

Interpretação das leituras

  • Esteja ciente de que uma baixa temperatura pode indicar infertilidade.
  • Sempre considere os efeitos do posicionamento horizontal dos carrinhos e da abertura das portas. Especialmente durante a fase exotérmica as medições manuais ficarão um pouco mais altas do que as medições tomadas no fluxo de ar dentro de uma incubadora em funcionamento.
  • Nunca faça alterações nas temperaturas de ar acima de 0,2 a 0,3 ⁰F de uma vez. Se for necessário mais, execute várias etapas em poucas horas.