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Princípios de incubação de estágio único (4)

Parte 4: otimize o desempenho da sua incubação por meio do controle de CO₂ Durante a incubação, os embriões estão consumindo oxigênio (O2) e produzindo dióxido de carbono (CO2). Com a incubação de estágio único, é possível aplicar um perfil de ventilação com CO2 controlado, ao invés de uma ventilação com taxa constante. Isto leva a uma qualidade otimizada dos pintos e a um melhor desempenho pós-eclosão.   

CO2, um subproduto da incubação?

Historicamente, o CO2 tem sido simplesmente considerado um subproduto durante a incubação, tóxico para certos estágios do desenvolvimento embrionário. O grau de suscetibilidade dos embriões a sofrerem danos pelo CO2 varia durante todo o período de incubação.

Na incubação de estágio múltiplo, sempre haverá alguns ovos em um estágio de elevada sensibilidade ao CO2. Portanto, a única abordagem segura é manter baixos níveis de CO2 durante todo o ciclo de incubação por meio de ventilação suficiente.

Com a introdução da incubação de estágio único e a subsequente otimização, o entendimento da função do CO2 cresceu enormemente. O raciocínio de que o CO2 é somente um subproduto potencialmente danoso que precisa ser mantido em limites seguros não é mais válido.

Observe a natureza

Como em todos os aspectos da Embryo-Response Incubation™, a melhor orientação é observar o processo natural de incubação. A melhor maneira de observar as trocas gasosas é pensar em termos da pressão parcial, de modo a replicar a taxa de troca experimentada pelo embrião em desenvolvimento no ninho.

Em uma incubadora industrial, o espaço de ar livre circundante e a alta taxa de movimentação do ar não representam, de maneira alguma, as condições do ninho. Contudo, ao se ajustar o diferencial de pressões parciais entre gases e líquidos, as condições ideais para o embrião em desenvolvimento podem ser replicadas.

COinfluencia a taxa de crescimento

Numerosos estudos identificaram que níveis variáveis de CO2 durante diferentes fases do desenvolvimento embrionário têm um efeito direto sobre a qualidade do pintinho e o desempenho pós-eclosão. O gráfico a seguir mostra como uma curva de crescimento pode ser influenciada por diferentes níveis de CO2 durante a fase de desenvolvimento do embrião.

Ao se aplicar o nível correto de CO2 durante a incubação, a eficiência pós-eclosão pode ser otimizada de acordo com o peso de abate objetivado. Esta curva de crescimento depende dos requisitos específicos do cliente.

Janela de nascimento

O perfil de CO2 influencia a taxa de crescimento do embrião e a janela de eclosão. Em uma incubadora de estágio múltiplo, a necessidade constante de ventilação, aquecimento e refrigeração gera uma faixa de temperatura ampla. Como resultado, a incubação de estágio múltiplo cria uma janela de eclosão significativamente ampla.

É possível reduzir a janela de nascimento consideravelmente ao aplicar níveis adequados de CO2 durante as diferentes fases do processo de incubação. Novamente, isto é inspirado pelo processo natural de incubação. A atenção da ave mãe durante o processo natural de incubação pode ser replicada. Isto cria condições de nascimento ideais porque estão presentes os mesmos estímulos que no ninho.

Resumo

A incubação de estágio único permite um controle preciso do nível de CO2 durante a incubação. Isto faz com que o CO2 se torne uma ferramenta para otimizar o processo de incubação, ao invés de um subproduto. Aplicar um perfil correto de CO2 aumenta a qualidade do pintinho, melhora o desempenho pós-eclosão e favorece uma janela de eclosão reduzida.